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Grupo rebelde M23 declara cessar-fogo na República Democrática do Congo

Em um comunicado divulgado na segunda-feira, o grupo armado disse que a decisão por interromper as ações militares se dá ‘por razões humanitárias’

Grupo rebelde M23 declara cessar-fogo na República Democrática do Congo
Grupo rebelde M23 declara cessar-fogo na República Democrática do Congo
Membros do M23 na República Democrática do Congo. Foto: Tony KARUMBA / AFP
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O grupo rebelde M23, apoiado por Ruanda, anunciou que aplicará a partir desta terça-feira 4 um cessar-fogo unilateral no leste da República Democrática do Congo (RDC), enquanto aguarda as negociações previstas para o próximo fim de semana.

Em conjunto com as tropas de Ruanda, este grupo armado antigovernamental tomou o controle na semana passada da cidade de Goma, a capital da província de Kivu do Norte.

Embora os combates tenham cessado nesta cidade de mais de um milhão de habitantes, nos últimos dias confrontos foram registrados na província vizinha de Kivu do Sul.

Em um comunicado divulgado na segunda-feira à noite, o M23 anunciou “um cessar-fogo” que deveria entrar em vigor nesta terça-feira, “por razões humanitárias”.

O grupo afirmou que não tem a intenção de tomar o controle de Bukavu, a capital de Kivu do Sul, ou de outras localidades, apesar de ter anunciado na semana passada que pretendia “prosseguir com a marcha” em direção a Kinshasa, capital da RDC.

Os presidentes congolês, Félix Tshisekedi, e de Ruanda, Paul Kagame, participariam no sábado, na Tanzânia, de um encontro de cúpula conjunto extraordinário da Comunidade de Estados da África Oriental (CEAO) e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para tentar alcançar um acordo.

O leste da RDC é uma região rica em recursos naturais como ouro, tântalo e estanho, usados na produção de baterias e aparelhos eletrônicos.

O governo de Kinshasa acusa o país vizinho de querer saquear os recursos, mas Ruanda nega e afirma que, para garantir sua segurança, deseja erradicar os grupos armados da região, em particular os que foram criados por ex-funcionários hutus, responsáveis pelo genocídio tutsi em Ruanda em 1994.

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