Justiça

Mendonça restabelece condenação de ex-prefeito paranaense por convênio irregular

A tese do político havia prosperado na Justiça local, mas o ministro do STF validou a ordem do Tribunal de Contas

Mendonça restabelece condenação de ex-prefeito paranaense por convênio irregular
Mendonça restabelece condenação de ex-prefeito paranaense por convênio irregular
O ministro do STF André Mendonça. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
Apoie Siga-nos no

O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça reformou, na última segunda-feira 20, uma decisão da Justiça do Paraná e restabeleceu a condenação de Amarildo Ribeiro Novato, ex-prefeito de Altônia, por irregularidades em um convênio.

O Tribunal de Contas paranaense condenou Novato a devolver valores de um contrato considerado irregular firmado pelo município com uma entidade privada sem fins lucrativos. O prefeito acionou a Justiça para anular a sentença e venceu na primeira e na segunda instâncias — o argumento é que a Câmara Municipal seria o órgão competente para julgar as contas da gestão.

No STF, o estado argumentou que a Câmara Municipal só tem competência para aprovar ou rejeitar as contas anuais da gestão do prefeito, não sobre atos administrativos submetidos à fiscalização do Tribunal de Contas, como a execução de convênios.

Ao reformar a decisão da Justiça local, Mendonça avaliou que a ordem do TCE-PR ocorreu no exercício de sua função de fiscalizar e aplicar sanções.

O ministro mencionou a jurisprudência do STF, a definir que tribunais de contas podem condenar administrativamente governadores e prefeitos quando identificarem sua responsabilidade pessoal em irregularidades no cumprimento de convênios de repasse de verbas entre estados e municípios.

Leia a decisão:

Mendonca

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo