Justiça

MP quer explicação de secretário de Nunes após rejeição a câmeras corporais na GCM

Orlando Morando alegou que o equipamento não se aplicaria à Guarda Civil Metropolitana por se tratar de uma guarda patrimonial

MP quer explicação de secretário de Nunes após rejeição a câmeras corporais na GCM
MP quer explicação de secretário de Nunes após rejeição a câmeras corporais na GCM
O secretário de Segurança Ubana da capital paulista, Orlando Morando (sem partido). Créditos: Câmara SBC
Apoie Siga-nos no

O Ministério Público de São Paulo solicitou esclarecimentos ao novo secretário de Segurança Urbana da capital paulista, Orlando Morando, após ele afirmar que rejeita o uso de câmeras corporais por agentes da Guarda Civil Metropolitana.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o secretário alegou que a adoção do equipamento não se aplicaria à GCM, por se tratar de uma guarda patrimonial, não de segurança. Morando disse ainda haver uma suposta “baixa letalidade da corporação”.

O ofício foi encaminhado ao secretário pelo Grupo de Atuação Especial de Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial do MP-SP.

O promotor Daniel Magalhães questiona, entre outros pontos, se há uma decisão formalizada sobre a negativa do uso de câmeras pela GCM e se existe dotação orçamentária na pasta para adoção dos equipamentos, manutenção e nuvem para armazenamento.

Nesta terça-feira 21, o novo secretário, escolhido pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), se envolveu em uma nova polêmica ao sugerir que agentes da GCM matem criminosos quando estiverem em situação de confronto.

“Tenham a clareza de que, se num confronto com um criminoso, que chore a mãe do criminoso e nenhum parente de vocês”, disse o secretário, durante a formatura de 500 novos integrantes da força municipal. “Não fiquem acima da lei, mas não se sintam intimidados e abaixo dela.”

Por regra, agentes de segurança não podem disparar armas de fogo a não ser que estejam em situação de risco iminente à vida.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo