Justiça
Decisão da Meta gera desordem e reforça necessidade de regular as redes sociais, diz Jorge Messias
O STF julga a responsabilização das plataformas por conteúdos de usuários, a partir de uma discussão sobre o Marco Civil da Internet
O chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, afirmou que a decisão da Meta de eliminar a checagem de postagens reforça a importância de avançar na regulação das big techs.
A mudança na política da empresa comandada por Mark Zuckerberg foi anunciada nesta terça-feira 7. No pronunciamento, o CEO da Meta atacou supostas “decisões secretas” de tribunais latino-americanos e declarou que o governo dos Estados Unidos precisa ajudar a combater o que faz o Judiciário na região.
Para Messias, o argumento mostra a necessidade de “criar um novo marco jurídico para a regulação das redes sociais no Brasil”. Atualmente, o Supremo Tribunal Federal julga a responsabilização das plataformas por conteúdos falsos ou criminosos, a partir de uma discussão sobre o Marco Civil da Internet.
O AGU ainda disse que a decisão da Meta “tende a intensificar a desordem informacional em um ecossistema digital que já enfrenta desafios significativos relacionados à disseminação de fake news e discursos de ódio”.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Por que as novas políticas anti-checagem da Meta colocam a democracia em risco
Por Renata Mielli
O que muda com o anúncio de Zuckerberg sobre o fim do programa de checagem pela Meta
Por CartaCapital


