Justiça

Operação da PF mira responsáveis por ‘muralha de fogo’ no Mato Grosso do Sul

Imagens de incêndio no fundo de festa junina viralizaram nas redes sociais

Operação da PF mira responsáveis por ‘muralha de fogo’ no Mato Grosso do Sul
Operação da PF mira responsáveis por ‘muralha de fogo’ no Mato Grosso do Sul
Imagem de 'muralha de fogo' ao fundo de festa junina de Corumbá viralizou - Foto: Reprodução/Redes Sociais
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A Polícia Federal (PF) foi às ruas nesta quinta-feira 10 em operação contra acusados de incêndios criminosos na região de Corumbá (MS). Foram destruídos 30 mil hectares do Pantanal para criação de gado, e o fogo se alastrou pelo território da Bolívia.

Os alvos da ação policial são os acusados de responsabilidade em um episódio que ficou conhecido como “muralha de fogo”. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram extensas labaredas ao fundo da celebração de uma festa de São João em 22 de junho.

Durante as diligências, a PF confirmou a apreensão de armas de fogo e munições, além de telefones celulares. Duas pessoas foram conduzidas a uma delegacia para que o delegado responsável decida sobre eventual detenção. De acordo com a TV Morena, afiliada da TV Globo no Mato Grosso do Sul, todas as pessoas investigadas são da mesma família.

A PF informou que foi cumprir três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em Corumbá, em atuação conjunta com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), vinculada ao Governo do Mato Grosso do Sul.

Segundo as investigações, a área atingida pelo incêndio é alvo de repetidas ações criminosas do tipo. Além disso, a região é alvo de grilagem de terras e fraudes em registros de terra. A PF aponta, ainda, indícios de manejo de gado irregular, proveniente da Bolívia sem o devido registro no Brasil.

As pessoas investigadas poderão responder pelos crimes de incêndio provocado em área de mata ou floresta, exploração econômica de área de domínio público, falsidade ideológica, grilagem de terras e associação criminosa.

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