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Fux manda PGR se manifestar sobre o indiciamento de Janones por suposta ‘rachadinha’
Cabe à Procuradoria-Geral da República decidir se aceita os argumentos da PF, pede novas diligências ou arquiva o caso
O ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux deu, nesta quinta-feira 12, o prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o caso que envolve o deputado federal André Janones (Avante-MG) por suposta prática de “rachadinha” em seu gabinete.
O relatório da apuração chegou ao Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira. Agora, cabe à Procuradoria-Geral da República decidir se aceita os argumentos da PF, pede novas diligências ou arquiva o caso.
“Rachadinha” é o nome dado na política à prática de conceder cargos comissionados (de confiança) em troca de parte dos vencimentos dos funcionários. Trata-se, em tese, de desvio de dinheiro público.
Outros dois auxiliares de Janones – Alisson Alves Camargos e Mário Celestino da Silva Júnior – são alvos da acusação.
Na avaliação dos investigadores, o parlamentar seria uma espécie de “eixo central em torno do qual toda a engrenagem criminosa gira”. O inquérito, aberto em dezembro passado, teria exposto “a ilicitude dos seus atos”.
A apuração se baseia em um áudio em que o deputado mineiro supostamente pediria a assessores o repasse de parte de seus salários. Desde que o material veio à tona, Janones nega as acusações e afirma que abriria mão do seu sigilo fiscal e bancário.
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