Justiça

Justiça condena o ex-deputado Wladimir Costa a 12 anos de prisão por violência política de gênero

A decisão é do Tribunal Regional Eleitoral do Pará

Justiça condena o ex-deputado Wladimir Costa a 12 anos de prisão por violência política de gênero
Justiça condena o ex-deputado Wladimir Costa a 12 anos de prisão por violência política de gênero
O ex-deputado Wladimir Costa. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
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A Justiça Eleitoral do Pará condenou o ex-deputado federal Wladimir Costa a 12 anos de prisão por violência política, violência política de gênero, perseguição política, violência psicológica contra mulher, extorsão, injúria e difamação majorada.

Todos os crimes imputados a ele teriam sido competidos contra a deputada federal Renilce Nicodemos (MDB). Segundo o Tribunal Regional Eleitoral paraense, Costa teria praticado violência política ao fazer postagens ofensivas e expor a vida privada da parlamentar em uma rede social.

De acordo com o Ministério Público, Renilce trabalhou para o ex-deputado e os dois chegaram a ter uma relação de amizade.

O órgão aponta que, em 2018, Renilce foi eleita e Wladimir, inelegível, começou a fazer uma série de exigências para que ela efetuasse pagamentos a ele, mediante a ameaça de realizar uma verdadeira campanha nas redes sociais e nas rádios nas quais ele trabalhava como âncora.

O caso chegou a ser apurado pela Polícia Federal, com base em denúncias de perseguição e extorsão. O inquérito apontou que o ex-deputado até contratou carro de som para proferir ofensas contra Nicodemos.

Na decisão, a juíza Andrea Ferreira Bispo apontou que o acusado também deve pagar multa de um salário mínimo por dia durante 124 dias, o que totaliza 175.088 reais.

Questionada por CartaCapital, a defesa afirmou que vai recorrer da decisão e avaliou que a pena imposta pela Justiça foi alta, considerando que o ex-deputado é réu primário.

O ex-parlametar foi preso preventivamente em 18 de abril e, uma semana depois, foi liberado após conseguir um habeas corpus. Menos de um mês depois, no entanto, o TRE-PA suspendeu os efeitos e o parlamentar retornou à prisão, onde segue detido. A defesa já anunciou que recorrerá da decisão.

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