CartaExpressa
TRE nega registro de candidatura de Camilo Cristófaro, ex-vereador de SP cassado por racismo
Além de ser afastado do cargo, o ex-parlamentar se tornou inelegível até 2032
A Justiça Eleitoral de São Paulo negou registro da candidatura de Camilo Cristófaro (Podemos), que tentava retornar à Câmara Municipal São Paulo após ser cassado, em 2023, por declarações de cunho racista.
Além da perda do mandato, o episódio que levou à cassação fez com que ele ficasse inelegível por oito anos a partir do término do mandato em questão. Na prática, portanto, ele não pode se candidatar até 2032.
O juiz eleitoral Antonio Maria Patiño Zorz, que analisou o caso, acatou pedido do Ministério Público Eleitoral e negou o registro da candidatura de Cristófaro, alegando “inafastável impedimento à candidatura” por conta da inelegibilidade.
Cristófaro foi o primeiro vereador da maior cidade do País cassado por conta de um episódio racista. Durante audiência da Câmara em que participava remotamente, em maio de 2022, ele declarou: “Arrumaram e não lavaram a calçada. É coisa de preto, né?”.
O vazamento do áudio levou ao processo de cassação, que demorou um ano e cinco meses para ser concluído. Por fim, em 19 de setembro de 2023, a cassação foi aprovada com 47 votos favoráveis e cinco abstenções.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Câmara de São Paulo cassa o mandato do vereador Camilo Cristófaro por racismo
Por Wendal Carmo
Justiça Eleitoral nega registro de candidatura de enteado de Domingos Brazão a vereador do Rio
Por CartaCapital


