Mundo

A desconfiança de Biden sobre uma transição pacífica se Kamala vencer Trump

Em debate, o republicano não se comprometeu a aceitar o resultado da eleição

A desconfiança de Biden sobre uma transição pacífica se Kamala vencer Trump
A desconfiança de Biden sobre uma transição pacífica se Kamala vencer Trump
Joe Biden, presidente dos EUA. Foto: Jim Watson/AFP
Apoie Siga-nos no

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou não ter convicção de que haverá uma transição pacífica de poder para Kamala Harris se Donald Trump perder a eleição de novembro.

No único debate realizado até agora, Trump não se comprometeu a aceitar o resultado da eleição, indicando a possibilidade de repetir sua conduta de 2020, que serviu de combustível para a invasão ao Capitólio em 6 de Janeiro de 2021.

“Se Trump perder, não estou confiante de forma alguma”, disse Biden à CBS, ao ser questionado se haveria uma transferência pacífica. “Ele fala sério sobre o que diz. Não o levamos a sério. Ele fala sério… Tudo isso de ‘se perdermos, haverá um banho de sangue.'”

No debate da CNN, em junho, Trump disse que aceitará o desfecho da votação “se a eleição for justa e livre”.

Na sequência, instado novamente a prometer respeito ao resultado, dobrou a aposta: “Se for uma eleição justa, legal e boa, com certeza [aceitarei]”. Ele também voltou a alegar, sem provas, ter havido “fraude” há quatro anos. Naquele debate, o oponente do republicano era Biden, que ainda não havia retirado sua candidatura à reeleição.

Em março, em meio a um discurso em Ohio sobre impor novas tarifas à importação de carros, Trump já havia afirmado: “Se eu não for eleito, haverá um banho de sangue para todo o país”.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo