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Autoridade Palestina quer reforçar processo iniciado pela África do Sul contra Israel em Haia

O processo sul-africano sustenta que a operação israelense em Gaza constitui um ‘genocídio’

Autoridade Palestina quer reforçar processo iniciado pela África do Sul contra Israel em Haia
Autoridade Palestina quer reforçar processo iniciado pela África do Sul contra Israel em Haia
Palestinos vivem nas ruínas de prédios bombardeados por Israel em Rafah. Foto: Eyad BABA / AFP
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A Autoridade Palestina pediu para participar do processo iniciado pela África do Sul contra Israel por “genocídio” na Corte Internacional de Justiça, segundo um documento do tribunal publicado nesta segunda-feira 3.

A África do Sul levou no ano passado o caso ao tribunal, com sede em Haia, e sustenta que a operação israelense em Gaza constitui um “genocídio”, algo que Israel nega categoricamente.

Até agora, os palestinos apenas enviaram representantes do alto escalão à mais alta instância judicial da ONU para acompanhar as audiências.

No entanto, a Autoridade Palestina, que exerce uma autoridade limitada na Cisjordânia ocupada, pediu na sexta-feira aos juízes para se juntar à demanda da África do Sul, afirmando que tem um especial “interesse de natureza jurídica que pode ser afetado pela decisão do caso”.

“Em 31 de maio, o Estado da Palestina apresentou à secretaria da Corte um pedido de autorização para intervir e uma declaração de intervenção”, informou a CIJ em um comunicado.

O tribunal, criado após a Segunda Guerra Mundial, é responsável por litígios entre Estados.

A Assembleia-Geral da ONU votou a favor de conceder aos palestinos o estatuto de Estado observador nas Nações Unidas em 2012. Em sua petição, as autoridades palestinas também apontaram que assinaram em 2014 a Convenção sobre o Genocídio da ONU.

A CIJ ordenou na sexta-feira a Israel que garantisse o “acesso sem obstáculos” aos investigadores encarregados pela ONU de examinar as denúncias de genocídio.

Em uma sentença de 26 de janeiro, a Corte ordenou a Israel que fizesse tudo o que fosse possível para evitar atos de genocídio durante sua operação militar em Gaza.

Desde então, a África do Sul argumentou várias vezes perante a CIJ que a grave situação humanitária em Gaza obriga o tribunal a ditar novas medidas de emergência.

Em 24 de maio, o tribunal ordenou a Israel que parasse “imediatamente” sua ofensiva militar em Rafah e mantivesse aberto o posto fronteiriço homônimo para a entrada “sem obstáculos” de ajuda humanitária.

Também pediu a libertação “incondicional” de reféns sequestrados pelo movimento islamista palestino Hamas durante seu ataque de 7 de outubro em Israel, que desencadeou a guerra em Gaza.

As decisões da CIJ são juridicamente vinculativas, mas o tribunal não dispõe de meios para fazê-las cumprir.

Os juízes analisarão agora o pedido palestino.

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