Economia
Entenda o acordo entre governo e Congresso para a reoneração gradual da folha de pagamento
O tema gerou uma nova crise entre o Executivo e o Legislativo nas últimas semanas
O governo Lula (PT) e o Congresso Nacional chegaram a um acordo sobre a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia.
A partir do ano que vem, as empresas voltarão a contribuir com a Previdência e haverá um crescimento gradual da alíquota até 2028.
Criada no governo de Dilma Rousseff (PT), a desoneração é um benefício fiscal concedido a empresas que supostamente têm alta empregabilidade no País. O incentivo é baseado na justificativa de que a desoneração gera empregos e que a sua suspensão provocaria demissões em massa.
Na prática, a benesse permite que os empresários paguem uma alíquota de 1% a 4,5% sobre a receita bruta. Sem essa política, os impostos seriam equivalentes a 20% da folha de pagamento.
“Em 2028, todo o sistema de folha de pagamento fica no mesmo patamar, sem nenhum tipo de diferença de setor para setor. Isso é importante porque vamos dar respaldo para uma receita da Previdência”, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
A reoneração ocorrerá da seguinte forma:
- 2024: desoneração total;
- 2025: alíquota de 5% sobre a folha de pagamento;
- 2026: alíquota de 10%;
- 2027: alíquota de 15%; e
- 2028: alíquota de 20% e fim da desoneração.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
De emendas a agrotóxicos: entenda os vetos de Lula derrubados pelo Congresso nesta quinta
Por CartaCapital
Lula reúne Lira e Renan no palanque e libera R$ 565 milhões para obra no sertão de AL
Por Camila da Silva
Congresso derruba parte de veto de Lula e libera montante bilionário para emendas
Por CartaCapital



