Justiça

Gilmar nega pedido de advogado para concorrer a prefeito sem se filiar a um partido

O autor da ação alegava que a filiação seria ‘ato de foro exclusivamente do coração’. Congresso também é contrário à solicitação

Gilmar nega pedido de advogado para concorrer a prefeito sem se filiar a um partido
Gilmar nega pedido de advogado para concorrer a prefeito sem se filiar a um partido
O ministro Gilmar Mendes, decano do STF. Foto: Carlos Moura/SCO/STF
Apoie Siga-nos no

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes rejeitou, nesta segunda-feira 6, o pedido de um advogado que tentava obter o direito de concorrer à prefeitura de Londrina (PR) neste ano sem se filiar a um partido político.

Na avaliação do magistrado, não há indício neste caso de omissão do Congresso Nacional que impossibilite o exercício de algum direito constitucionalmente assegurado.

Segundo o autor da ação, o advogado Ronan Wielewski Botelho, “ser filiado em partido político é ato particular, de foro exclusivamente do coração de cada cidadão”. Ele argumenta ainda que “não se pode exigir que uma pessoa se alinhe ideologicamente com uma empresa privada, para exercer a cidadania plena”.

Instado a se manifestar, o Congresso, por meio da Advocacia do Senado, sustentou que a Constituição é categórica ao impor a filiação partidária como condição de elegibilidade. Gilmar acolheu a argumentação do Legislativo.

“Observa-se, assim, que a alegada lacuna que o impetrante pretende suprir com esta ação mandamental inexiste, uma vez que a necessidade de filiação partidária como condição para a participação no pleito eleitoral não inviabiliza o exercício de direitos e liberdades inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania, o que denota a inadmissibilidade desta ação mandamental, conforme jurisprudência desta Suprema Corte”, escreveu o ministro do STF.

Leia a decisão:

Gilmar

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo