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Homem preso por cortar a corda de trabalhador em um prédio morre no Paraná

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o trabalhador só não despencou do sexto andar por causa de um dispositivo de segurança

Homem preso por cortar a corda de trabalhador em um prédio morre no Paraná
Homem preso por cortar a corda de trabalhador em um prédio morre no Paraná
Reprodução/Redes sociais
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O empresário Raul Ferreira Pelegrini, preso por cortar a corda de um trabalhador que limpava a fachada de um prédio em Curitiba, morreu na madrugada desta sexta-feira 5. A informação foi publicada pelo UOL e confirmada a CartaCapital pela Polícia Penal do Paraná.

Ele estava detido na Casa de Custódia de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, desde 27 de março, quando a Justiça o tornou réu por tentativa de homicídio com duas qualificadoras: uso de meio insidioso e de recurso que dificultou a defesa da vítima.

O homem foi preso em flagrante em 14 de março. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o trabalhador só não despencou do sexto andar por causa de um dispositivo de segurança. A motivação do crime não foi esclarecida.

A PM foi acionada após o corte da corda. Os agentes tiveram de arrombar a porta de um dos quartos do apartamento, onde Pelegrin foi encontrado e reconhecido pelo trabalhador. No local, eles encontraram a faca supostamente usada no crime e um pedaço de corda.

Ao ser interrogado, o homem ficou em silêncio e disse “não saber os motivos de ter sido conduzido à delegacia”.

Na última quarta-feira 3, Pelegrin deu entrada no Hospital Angelina Caron com dificuldades respiratórias. A morte foi comunicada à polícia por volta de 1h30 desta sexta.

A defesa alega que o réu enfrentava problemas de dependência química há alguns anos. Foi com base nesse argumento que os advogados solicitaram sem sucesso, por pelo menos quatro vezes, a liberdade de seu cliente, a fim de que ele supostamente fosse internado compulsoriamente em uma clínica particular.

“Raul veio a falecer. Os fatos falam por si. Uma pessoa que era acusada de um crime tentado teve, na falta de sensibilidade, a sua sentença de morte”, diz uma nota assinada pelos advogados Adriano Bretas, Giovanni Moro, Beno Brandão, Alessi Brandão e Khalil Aquim.

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