Política

Advogado aciona STF para garantir participação de Bolsonaro em ato em São Paulo

No pedido, o advogado também aponta que o pedido não deve ser analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, em razão de ‘regimento interno’ da Corte

Advogado aciona STF para garantir participação de Bolsonaro em ato em São Paulo
Advogado aciona STF para garantir participação de Bolsonaro em ato em São Paulo
O ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Douglas Magno/AFP
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O advogado Jeffrey Chiquini impetrou no domingo 18, um pedido de habeas corpus preventivo no Supremo Tribunal Federal para garantir que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participe do ato convocado para o dia 25 de fevereiro, em São Paulo.

O ex-presidente convocou apoiadores para uma manifestação após ser alvo de uma operação da Polícia Federal por tentativa de golpe de Estado em 2022. 

A preocupação é de que Bolsonaro possa ser impedido de discursar no ato, em razão da decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou o confisco do passaporte do ex-presidente e o impediu de se comunicar com investigados da operação.  

No documento, o advogado alega que há um “receio e risco iminente de cerceamento de liberdade” e pede que a presença de Bolsonaro e seus pronunciamentos sejam garantidos e reconhecidos como “exercício constitucional da manifestação do pensamento”. 

Nas justificativas, o pedido também cita possível “prisão preventiva”. 

“A inclusão do Paciente, Jair Messias Bolsonaro, como investigado em Inquérito Penal, seguido de cautelares que, indiretamente, afetaram a liberdade de locomoção, como decorre da apreensão do passaporte, resta indene de qualquer dúvida que a decretação de Prisão Preventiva – custódia cautelar de cerceamento da liberdade – é medida vislumbrada num horizonte próximo, e inclusive alardeada por setores outros da sociedade, especialmente, aqueles ligados à Oposição e ao espectro político ideológico antagônico ao do ex-Presidente da República”, diz trecho da ação.

Em destaque, o advogado ressalta que a intenção do ato é a “defesa do Estado democrático de direito”, em menção ao vídeo publicado por Bolsonaro, em que pede que os apoiadores não levem faixas para a manifestação.

Por fim, argumenta ainda que o habeas corpus não deve ser distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, uma vez que ele é o relator do inquérito que mira Bolsonaro, e segundo ele, iria contra o regimento interno da Corte.

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