Economia
CNI elogia novo plano do governo Lula para a indústria brasileira
A entidade classificou o programa como ‘moderno e sustentável’
A Confederação Nacional da Indústria avalia que o presidente Lula (PT) recolocou a indústria brasileira no centro da estratégia para o desenvolvimento do País. A indicação partiu do vice-presidente da CNI, Leonardo de Castro, durante evento de lançamento da iniciativa Nova Indústria Brasil.
O compromisso com a pauta, analisa o dirigente, pôde ser percebido com a recriação do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e com a escolha do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para comandar a pasta.
A entidade classificou o programa como “moderno e sustentável”. Além disso, afirmou que a iniciativa “redefine escolhas para o desenvolvimento sustentável, com mais investimento, produtividade, exportação, inovação e empregos, por meio da neoindustrialização”.
Castro criticou, no entanto, uma suposta influência de ideologias políticas sobre o modelo de desenvolvimento do País. “Não podemos mais manter uma ilusão ideológica que em nada ajuda o Brasil. Precisamos ter sinceridade e reconhecer que, nos últimos 40 anos, o Brasil foi o país que mais perdeu no conserto das nações”, afirmou.
A iniciativa Nova Indústria Brasil prevê a disponibilização de subsídios e investimentos públicos, por meio, por exemplo, da concessão de linhas de crédito favoráveis. O objetivo é que empresas possam assumir serviços e obras do Novo PAC e contratos com compras governamentais.
O dirigente da CNI definiu como um “bom começo” os 300 bilhões de reais previstos no Plano Mais Produção, um dos eixos do programa, mas mencionou valores mais expressivos disponibilizados por países desenvolvidos na esteira da industrialização verde, como os Estados Unidos.
“A indústria brasileira precisa de instrumentos modernos e semelhantes aos que promovem a indústria nas nações líderes”, prosseguiu. “O Plano Mais Produção começa bem, mas sabemos que precisamos fazer mais.”
O dinheiro disponibilizado pelo governo federal será gerido por BNDES, Finep e Embrapii e disponibilizado por meio de linhas não reembolsáveis, reembolsáveis e recursos do mercado de capitais.
As verbas serão distribuídas a partir de quatro eixos: o primeiro para estimular produtividade e aquisição de equipamentos; o segundo para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação; o terceiro para projetos de sustentabilidade da indústria; e o quarto com incentivos para o acesso ao mercado internacional.
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