Política
Congresso terá sessão para analisar vetos presidenciais nesta quinta; Marco Temporal e Carf estão na lista
Outros temas sensíveis também estão em pauta, como a possível derrubada do veto sobre desoneração da folha de pagamentos e o arcabouço fiscal
O Congresso Nacional analisa, nesta quinta-feira 14, 39 vetos presidenciais em projetos de leis aprovados pelo Legislativo. A maior parte é assinada pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As sessões anteriores destinadas a analisar os vetos foram adiadas por falta de acordo entre o governo federal e os parlamentares.
Segundo o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido), no entanto, a discordância foi superada. Ele confirmou, nesta quarta 13, que aliados e oposição fecharam acordo e os vetos estão prontos para serem apreciados na sessão desta quinta-feira.
Entre os itens da pauta está o veto o projeto de lei que pretende instituir um Marco Temporal para o reconhecimento das terras indígenas. Apesar da aprovação da tese ruralista no Legislativo, Lula vetou os pilares do projeto.
O tema também foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal, que considerou a instituição de um Marco Temporal para a demarcação inconstitucional. Ainda assim, o Congresso tende a derrubar a decisão do petista. Caso a perspectiva de confirme, o tema pode ser, novamente, judicializado.
Também está prevista a análise do veto do projeto de lei que devolveu à União o voto de qualidade em julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Federais, o Carf. Segundo contas iniciais da equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seria possível esperar uma arrecadação de cerca de 50 bilhões de reais com a volta do voto de qualidade.
Mesmo com o acordo para votação de temas sensíveis, outros vetos relevantes continuam em negociação, como o novo arcabouço fiscal e o da desoneração da folha de pagamento. No último tema, a derrubada é quase certa. O governo anunciou que já prepara uma alternativa legislativa para cobrir a mudança.
Na pauta, há tanto vetos do presidente Lula, quanto de seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL). Veja aqui a lista completa na Ordem do Dia do Congresso Nacional.
Para derrubar o veto presidencial, é preciso obter a maioria absoluta de votos na sessão conjunta, ou seja, pelo menos 257 deputados e 41 senadores.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Centrais criticam veto de Lula à desoneração da folha de pagamentos; CUT não adere
Por CartaCapital
Vice-presidente da Câmara projeta derrubada do veto de Lula à desoneração da folha
Por CartaCapital
Os vetos de Lula na Lei Orgânica Nacional das Polícias Militares
Por CartaCapital
Por que a CUT, ao contrário de outras centrais, endossa o veto de Lula à desoneração da folha
Por Wendal Carmo



