Justiça

STF tem maioria para devolver os julgamentos de ações penais às turmas

Luís Roberto Barroso defendeu a medida como forma de ‘racionalizar a distribuição do acervo criminal’

STF tem maioria para devolver os julgamentos de ações penais às turmas
STF tem maioria para devolver os julgamentos de ações penais às turmas
Foto: Carlos Moura/SCO/STF
Apoie Siga-nos no

O Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta quinta-feira 7 para definir que ações penais voltarão a ser julgadas por uma das duas turmas da Corte, cada uma delas formada por cinco ministros. O presidente Luís Roberto Barroso não integra esses colegiados.

Desde 2020, esses processos são julgados pelo plenário, composto pelos 11 magistrados.

As novas regras, porém, só valerão para denúncias que ainda não foram oferecidas pela Procuradoria-Geral da República. Assim, as ações penais de réus envolvidos nos atos golpistas de 8 de Janeiro, atualmente julgadas no plenário virtual, não sofrerão mudanças.

Em defesa da alteração, Barroso afirmou que a proposta tem o objetivo de “racionalizar a distribuição do acervo criminal, reduzindo a sobrecarga do plenário sem gerar ônus excessivo aos órgãos fracionários”.

Ele já foi seguido pelos ministros Edson Fachin, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Luiz Fux é o único a divergir, até o momento. O julgamento prossegue no plenário virtual da Corte.

Na semana passada, a Ordem dos Advogados do Brasil pediu exatamente uma atualização no regimento interno do Supremo para que o julgamento de ações penais originárias ocorra, como regra, de forma presencial.

Após receber o documento, Barroso garantiu ao presidente da OAB, Beto Simonetti, que submeteria aos colegas a volta das ações penais para as turmas, de forma presencial e com garantia da realização de sustentação oral.

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo