Economia
Brasil precisa de US$ 1 trilhão para a transformação ecológica, diz Haddad na COP
Em Dubai, o ministro da Fazenda também afirmou ser necessário ‘evitar medidas protecionistas e a fragmentação geopolítica’
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta sexta-feira 1º que o Brasil precisa de investimentos adicionais entre 130 bilhões e 160 bilhões de dólares por ano na próxima década, a fim de custear o seu Plano de Transformação Ecológica.
A declaração foi concedida durante pronunciamento na cúpula do clima da ONU, a COP 28, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Haddad e outros ministros acompanham o presidente Lula (PT) no evento.
“A boa notícia é que temos um histórico de capacidade de mobilização de investimentos e de criação de infraestruturas sustentáveis”, disse o chefe da Economia. “Se hoje somos um gigante das energias renováveis, é graças a investimentos públicos.”
Segundo Haddad, o principal desafio enfrentado pelo mundo na atualidade é dissociar o crescimento econômico de seus efeitos prejudiciais sobre o clima. Ele também reforçou ser necessário “unir esforços para a transformação ecológica, de modo a evitar medidas protecionistas e a fragmentação geopolítica”.
“Precisamos de uma transição global para o desenvolvimento sustentável. A prosperidade de uns poucos diante da miséria e da devastação ambiental de muitos se torna cada vez mais insustentável em um mundo em emergência climática.”
Em linha linha com os discursos de Lula, Haddad ainda afirmou ser “injusto” que os países do chamado Norte Global articulem para que o Sul Global pague os custos da crise climática.
“O Plano de Transformação Ecológica visa unir forças em torno de um objetivo histórico: interromper cinco séculos de extrativismo e destruição do meio ambiente para posicionar o Brasil na vanguarda do desenvolvimento sustentável”, acrescentou.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Na COP28, Lula volta a criticar membros da ONU que ‘lucram com guerra’
Por CartaCapital
Conflito de interesses lança seríssimas dúvidas sobre a COP28
Por Carlos Bocuhy
Papa solicita que COP28 não ceda aos ‘interesses’ de alguns países ou empresas
Por AFP


