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Fux vota para que governo possa utilizar crédito extraordinário para pagar precatórios

Placar do julgamento está dois a zero para a União, em caso que poderá fazer com que precatórios sejam pagos fora do teto fiscal

Fux vota para que governo possa utilizar crédito extraordinário para pagar precatórios
Fux vota para que governo possa utilizar crédito extraordinário para pagar precatórios
O ministro do STF Luiz Fux. Foto: Carlos Moura/SCO/STF
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, votou para que o governo federal possa pagar os precatórios por meio de um modelo diferenciado até 2026. No voto, emitido nesta segunda-feira 27, Fux libera o uso de crédito extraordinário para o pagamento, evitando, assim, que o governo se sujeite às regras fiscais. 

Precatórios são, basicamente, pagamentos que o governo deve fazer a pessoas ou empresas que processaram e venceram a União na Justiça. O governo estima que o montante de precatórios para pagamento de curto prazo esteja na casa dos 95 bilhões de reais. 

O número vem crescendo não apenas pela demanda corriqueira contra a União, mas porque, desde 2021, os pagamentos de precatórios passaram a ser limitados a um teto estabelecido pela chamada PEC dos Precatórios.

O voto de Fux se refere ao julgamento de um pedido feito em setembro pela Advocacia-Geral da União (AGU), que solicita à Corte que a regra seja desconsiderada para o pagamento dos precatórios. De acordo com o órgão, o regime vigente poderá levar a um estoque de dívidas de até 250 bilhões de reais até 2027, o que seria, segundo o governo, impagável. Caso o governo saia vencedor do julgamento, poderá fazer uso do mecanismo que ampliará a receita pública sem incorrer nos limites também fixados pelo arcabouço fiscal. 

Luiz Fux foi o segundo a votar e acompanhou o entendimento do relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso. O julgamento ocorre no plenário virtual.

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