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Juiz revoga absolvição e pede investigação de ex-assessor de Bolsonaro por gesto supremacista
‘O que temos são indícios. Fortes indícios’, justificou Ney Bello, do TRF-1
O desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, reformou uma decisão que absolvia Filipe Martins, ex-assessor para Assuntos Internacionais no governo de Jair Bolsonaro (PL), por fazer um gesto ligado a grupos supremacistas brancos.
“O que temos são indícios. Fortes indícios, diria eu. Por serem fortes indícios, não é cabível a absolvição sumária do apelado”, sustentou o magistrado. A decisão foi revelada nesta terça-feira 7 pelo G1.
O caso ocorreu em 24 de março de 2021. Martins acompanhava Ernesto Araújo em uma audiência na qual parlamentares pediam a demissão do então ministro das Relações Exteriores. Naquela sessão, o assessor fez um gesto na lapela do paletó com três dedos formando um “w” e o polegar junto ao indicador representando a letra “p”, um sinal de supremacistas que significa “poder branco” (white power).
À época, o bolsonarista alegou que ajeitava a lapela no momento em que foi flagrado pelas câmeras e que não houve intenção de aludir ao supremacismo. Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal por ter agido “de forma intencional e com plena consciência do ato de ilicitude”, mas foi absolvido.
Em julho deste ano, a Comissão de Ética Pública da Presidência aplicou a punição máxima ao ex-assessor de Bolsonaro. A censura ética configura uma advertência que constará no currículo de Martins e é levada em consideração para o preenchimento de novos cargos públicos.
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