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Justiça eleitoral da Bolívia anula reunião partidária que definiu candidatura de Evo Morales

O atual presidente da Bolívia, Luis Arce, foi expulso da legenda no mesmo encontro

Justiça eleitoral da Bolívia anula reunião partidária que definiu candidatura de Evo Morales
Justiça eleitoral da Bolívia anula reunião partidária que definiu candidatura de Evo Morales
Evo Morales, ex-presidente da Bolívia. Foto: Twitter
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O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia anulou na terça-feira (31) uma reunião do partido do ex-presidente Evo Morales, do mês de setembro, que o proclamou candidato à presidência para as eleições de 2025 e determinou a convocação de um novo encontro.

O secretário de Câmara do TSE, Fernando Arteaga, disse que o tribunal eleitoral “decidiu rejeitar as determinações do 10º congresso nacional ordinário do MAS a respeito da eleição de sua atual diretoria”.

O Movimento Ao Socialismo (MAS) é o partido liderado por Morales, presidente da Bolívia entre 2006 e 2019, que se reuniu em setembro na região de Chapare.

No encontro partidário, os participantes proclamaram Morales candidato à presidência e expulsaram o atual chefe de Estado, Luis Arce, da legenda.

Morales e o seu afilhado político Arce romperam as relações e a disputa é para definir quem será o candidato do partido governista em 2025.

O TSE afirmou em um relatório que o evento do MAS terminou um dia antes do previsto e que vários líderes do movimento, incluindo Morales, “não apresentaram certificado de militância” emitido pela entidade eleitoral.

Morales rejeitou a decisão do tribunal e afirmou que o governo Arce está por trás da resolução.

“Ao lado da nossa militância nos defenderemos legal, jurídica e politicamente ante as instâncias correspondentes até derrotar esta manobra de um tribunal eleitoral abertamente submetido ao governo”, escreveu o ex-presidente na rede social X.

A rivalidade que quebrou a unidade do MAS aumentou nos últimos meses, após as críticas de Morales ao governo por suposta traição, corrupção e tolerância com o narcotráfico.

As divergências surgiram apesar de Morales ter estimulado a candidatura de Arce nas eleições de 2020, que ele venceu com 54% dos votos. O presidente não anunciou oficialmente que pretende concorrer à reeleição.

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