CartaExpressa

Primeira reunião entre Lula e Campos Neto foi para ‘construção de relação’, diz Haddad

Relação de Lula e Campos Neto é marcada por críticas do petista sobre a condução de Neto à frente da instituição

Primeira reunião entre Lula e Campos Neto foi para ‘construção de relação’, diz Haddad
Primeira reunião entre Lula e Campos Neto foi para ‘construção de relação’, diz Haddad
Luiz Inácio Lula da Silva e Roberto Campos Neto. Foto: Mauro Pimentel/AFP e Sergio Lima/AFP
Apoie Siga-nos no

O presidente Lula (PT) se encontrou pela 1ª vez desde que assumiu a Presidência com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, nesta quarta-feira 27. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que também esteve na reunião, o saldo do encontro foi positivo.

“A conversa transcorreu muito bem. Foi um encontro institucional, de construção de relação, de pactuação em torno de conversas periódicas. Foi excelente”, avalia Haddad. A conversa entre as autoridades durou cerca de 1h30.

Segundo Haddad, nenhum tópico específico, como os dois cortes consecutivos na Selic pelo Comitê de Política Monetária do BC, foi tratado na conversa. “O presidente deixou claro o respeito que tem pela instituição, a reciprocidade foi muito boa. Foi uma conversa de alto nível”, completou.

A relação de Lula e Campos Neto é marcada por críticas do petista sobre a condução de Neto à frente da instituição. A primeira crítica direta de Lula foi feita ainda em janeiro. Na época, o presidente disse que a independência do BC era uma “bobagem”.

Em junho, ao sancionar a lei que retomou o programa Minha Casa, Minha Vida, Lula disse que “o presidente do Banco Central tem que entender que ele não é dono do Brasil”.

Campos Neto, entretanto, não respondeu as críticas de maneira direta ao presidente, mas seguia com a criticada política de juros do BC.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo