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‘A transição energética não pode reeditar a exploração colonial’, diz Lula na África do Sul

Presidente brasileiro tem dado duros recados aos membros da União Europeia, que barram o avanço do acordo do Mercosul com pressões ambientais desiguais

‘A transição energética não pode reeditar a exploração colonial’, diz Lula na África do Sul
‘A transição energética não pode reeditar a exploração colonial’, diz Lula na África do Sul
Foto: Marco Longari / AFP
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O presidente Lula (PT), que está na África do Sul para a 15ª Cúpula dos Brics, voltou a dar duros recados aos integrantes da União Europeia que pressionam o Mercosul com exigências ambientais desiguais em um acordo entre os dois blocos. A declaração ocorreu nesta quinta-feira 24, durante o evento ‘Diálogo de Amigos dos Brics.

“A transição energética não pode reeditar a relação de exploração do passado colonial. Precisamos de soluções que diversifiquem e agreguem valor à produção de países em desenvolvimento”, disse Lula, reeditando uma posição já expressada em outras ocasiões.

As declarações de Lula nesta quinta-feira também remarcaram a postura do petista em cobrar países ricos por financiamento de ações de preservação de florestas e combate à mudança climática. Ele também criticou as pressões exercidas por instituições como o FMI aos países mais pobres e endividados.

“As emissões do 1% mais rico da população mundial são 100 vezes maiores que as dos 50% mais pobres. Como disse a ambientalista queniana Wangari Maathai, ganhadora do Nobel da Paz, ‘gostamos muito de culpar os pobres pela destruição do meio ambiente. Mas, frequentemente, são os poderosos, incluindo os governos, os responsáveis'”, afirmou Lula ao cobrar os recursos.

Ainda no discurso, Lula defendeu a entrada da União Africana no G20, prometendo que esse será um dos seus objetivos ao assumir, em breve, o comando do grupo. Ele tornou também a criticar ‘a mentalidade de Guerra Fria’.

“Em vez de aderir à lógica da competição, que impõe alinhamentos automáticos e fomenta desconfianças, temos de fortalecer nossa colaboração”, cobrou o brasileiro.

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