CartaExpressa
Ministério da Justiça nega à CPMI do 8 de janeiro acesso a imagens de câmeras da pasta
O objetivo seria preservar as investigações em andamento no Supremo Tribunal Federal
O ministro da Justiça, Flávio Dino, rejeitou pedidos da CPMI do 8 de Janeiro para acessar imagens das câmeras de segurança da pasta no dia dos ataques golpistas às sedes dos Três Poderes. O objetivo seria preservar as investigações em andamento no Supremo Tribunal Federal.
“A temática encontra-se em sede de investigação criminal, não podendo, por ora, ser compartilhada”, informou o ministério em resposta à comissão.
Na última sessão da CPMI antes do recesso, em 11 de julho, os parlamentares aprovaram requerimentos de bolsonaristas que tentam levantar teses conspiratórias contra o governo federal. Um deles é o que autoriza o acesso aos planos de voo do presidente Lula no final de semana dos atos golpistas. O outro é exatamente o que garantiria imagens das câmeras de segurança do Ministério da Justiça.
O retorno do Congresso Nacional aos trabalhos após o recesso marcará também a retomada da Comissão. A próxima sessão está agendada para a próxima terça-feira 1º, às 9h, com o depoimento de Saulo Moura da Cunha, ex-diretor-adjunto da Agência Brasília de Inteligência.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Padilha prega diálogo com parlamentares do PL que ‘não passaram pano’ para o 8 de Janeiro
Por CartaCapital
Exército terá de explicar orientação para Cid comparecer fardado à CPMI do 8 de Janeiro
Por CartaCapital
CPMI do 8 de Janeiro volta aos trabalhos com depoimento de ex-diretor-adjunto da Abin
Por CartaCapital


