Economia

É urgente reduzir os juros para o Brasil crescer e gerar empregos, diz Rita Serrano

A CartaCapital, a presidenta da Caixa reforça a cobrança por queda na Selic, a poucos dias da próxima reunião do Copom

É urgente reduzir os juros para o Brasil crescer e gerar empregos, diz Rita Serrano
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A presidenta da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano, engrossou o coro pela redução da taxa básica de juros no País. Em entrevista a CartaCapital no YouTube nesta sexta-feira 21, ela afirmou que os investimentos do governo poderiam ser consideravelmente maiores se a Selic não estivesse em 13,75% ao ano.

A declaração é concedida a poucos dias da próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central. Entre 1º e 2 de agosto, os diretores da instituição decidirão se mantêm ou alteram o índice.

“Acredito que é premente diminuir as taxas de juros. A Caixa está ampliando suas linhas de crédito e seus investimentos de infraestrutura, mas é óbvio que, com essa taxa de juros, mesmo esses investimentos têm uma limitação da própria realidade orçamentária e do custo desse financiamento”, disse Serrano ao programa Poder em Pauta. “Não há dúvida de que é uma necessidade urgente baixar as taxas de juros para o Brasil voltar de fato a crescer e a gerar empregos.”

Questionada sobre medidas que o governo e a Caixa poderiam adotar enquanto o Copom não reduz a Selic, ela exaltou iniciativas da gestão Lula, a exemplo do relançamento do programa Minha Casa, Minha Vida.

“Uma taxa da juros comercial na Caixa para crédito habitacional, que é uma das menores do mercado, está em torno de 9% ao ano. É baixa, comparando com outras taxas e com o mercado. Mas no Minha Casa a taxa de juros começa em torno de 4%”, destacou. “Então, o governo já está fazendo isso, ao subsidiar essas operações para habitação popular, inclusive para habitação de classe média.”

Em mais de três décadas na Caixa, Rita Serrano já desempenhou diversas funções e foi, entre 2006 e 2012, presidenta do Sindicato dos Bancários do ABC Paulista.

Assista à íntegra da entrevista concedida a CartaCapital:

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