CartaExpressa
CPMI defende que STF negue pedido de Mauro Cid para não prestar depoimento
O ex-braço direito de Bolsonaro tenta escapar da audiência, a fim de se livrar de supostos ‘atos ilegais e constrangedores’
O presidente da CPMI do 8 de Janeiro, o deputado Arthur Maia (União-BA), defendeu neste sábado 24 que o Supremo Tribunal Federal rejeite o pedido do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), para não ser obrigado a comparecer à comissão.
A convocação foi aprovada pela CPMI em 13 de junho. Cid acionou, então, o STF para não ter de ir à audiência, a fim de se livrar de supostos “atos ilegais e constrangedores”. Caso tenha de ir, diz a defesa, o militar deve ter o direito de permanecer em silêncio.
A relatora do habeas corpus é a ministra Cármen Lúcia, que determinou a manifestação de Maia.
A convocação estabeleceu que Cid deve ser ouvido na condição de testemunha, o que o obriga a comparecer e dizer a verdade.
“Vale ressaltar que o fato de o paciente ser investigado pela Polícia Federal não implica que terá que ser ouvido na mesma condição pela CPMI – 8 DE JANEIRO. Tratam-se de esferas distintas e independentes, com objetivos também distintos, já que a CPI instaura um procedimento de caráter político, que não assume natureza preparatória de ações judiciais”, argumentou a comissão em resposta ao STF.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Coronel que pediu golpe a Mauro Cid aciona o STF para ficar em silêncio na CPMI
Por CartaCapital
Deputado do PL pede Pix para ajudar Bolsonaro a pagar ‘multas’
Por CartaCapital
O ‘maior pecado’ de Bolsonaro, segundo o autor da ação que pode levá-lo à inelegibilidade
Por Caio César



