Política
No 1º de Maio, Lula volta a criticar a taxa Selic e associa os juros altos ao desemprego no País
Durante o discurso em SP nesta segunda-feira 1º, Lula ainda agradeceu às centrais sindicais por terem dado a ele novo mandato para “consertar o País”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar, nesta segunda-feira 1º, a taxa básica de juros que, segundo ele, seria “parcialmente responsável” pelo desemprego no País. As declarações fazem parte da ofensiva do petista ao Banco Central, que cuida da política monetária brasileira.
“Não podemos viver em um País onde a taxa de juros não controla a inflação. Ela controla, na verdade, o desemprego, porque ela é responsável por uma parte da situação que vivemos hoje”, declarou o presidente durante ato com sindicalistas em São Paulo, em alusão ao Dia do Trabalho.
Durante o discurso, Lula ainda agradeceu às centrais sindicais por terem dado a ele novo mandato para “consertar o País”. O presidente também anunciou medidas do governo federal, como a recriação do programa Farmácia Popular e a entrega da Universidade Federal do ABC Paulista. Segundo ele, os detalhes sobre a nova instituição de ensino superior estão sendo discutidos com o ministro da Educação, Camilo Santana.
As críticas ao banco foram tema recorrente do evento, convocado pela Central Única dos Trabalhadores e outras entidades sindicais. O presidente da CUT, Sergio Nobre, afirmou que “a partir de amanhã, o movimento sindical estará em luta permanente pela redução da taxa de juros no País”.
O presidente também mencionou a política de valorização do salário mínimo e ressaltou os esforços do governo para isentar o pagamento do Imposto de Renda para quem recebe até 5 mil reais. O petista elevou o mínimo para 1.320 reais e a faixa de isenção do tributo para 2.640 reais.
Lula desembarcou em São Paulo na manhã desta segunda. Ele estava acompanhado de ministros do governo e da presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffman. Esta foi a primeira participação de Lula no 1º de Maio desde que assumiu a presidência da República neste terceiro mandato.
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