Justiça
TRF-1 suspende obras e condena Eletronorte a indenizar indígenas
A empresa deverá remunerar mensalmente cada indígena que vive na área afetada com o valor de um salário mínimo
O Tribunal Regional Federal suspendeu na terça-feira 25 todas as atividades das Centrais Elétricas do Norte do Brasil, a Eletronorte, nas terras indígenas Canabrava e Guajajara, Rodeador, Lagoa Comprida, Urucu e Juruá.
O juiz e desembargador Souza Prudente, determinou que sejam feitos estudos ambientais para a construção e continuação da operação de linhas de transmissão de energia que atravessam as terras indígenas. Ele também apontou irregularidades no licenciamento ambiental do empreendimento.
A decisão do TRF-1 atende a pedido liminar do Conselho Supremo de Caciques e Lideranças da Terra Indígena Canabrava e Guajajara. Também foi estipulado que a Eletronorte deposite mensalmente um salário mínimo para cada habitante das comunidades até a conclusão dos estudos, sob pena de multa de R$ 100 mil reais por dia de atraso.
O Tribunal também ordena que o Ibama e a Funai sejam responsáveis pela cobrança do Estudo do Componente Indígena, documento necessário para o novo licenciamento, e que não concedam novas licenças à linha até a conclusão.
Os órgãos também deverão ser responsáveis pela fiscalização da participação efetiva e prévia consulta aos povos indígenas na elaboração dos estudos.
Confira a decisão:
Decisão indígenas Eletronorte2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


