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MST e movimentos sociais anunciam ocupação na sede do Incra em Alagoas
A principal reivindicação dos sem-terra é a exoneração do atual superintendente da unidade, o bolsonarista César Lira, primo do deputado Arthur Lira
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terras e de outras organizações ligadas à luta do campo invadiram a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária em Alagoas nesta segunda-feira 10. A ação faz parte do ‘Abril Vermelho’, mês no qual o MST relembra o massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996.
De acordo com os sem-terra, a principal reivindicação é a exoneração do atual superintendente da unidade, César Lira, primo do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Para o comando do Incra no estado, as organizações defendem a indicação do engenheiro José Ubiratan Rezende Santana.
Segundo a organização, cerca de 1.500 pessoas participaram do ato na sede do órgão em Maceió. Conforme o comunicado, os militantes ainda pressionam o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, retomar “a pauta da reforma agrária, assuma a melhoria das estruturas das áreas reformadas e apoie a produção de alimentos sadios”.
“É inaceitável a continuidade de uma gestão bolsonarista. Por que o governo Lula mantém por tanto tempo (mais de cem dias de governo) um superintendente inimigo da Reforma Agrária e com um histórico de violência junto a lideranças e comunidades?”, diz a nota das organizações.
Além do MST, assinam a nota conjunta a Comissão Pastoral da Terra, a Frente Nacional de Luta, o Movimentação de Libertação dos Sem Terra (MLST), Movimentação de Luta pela Terra (MLT), Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) e Movimento Terra Livre (TL).
Como mostrou CartaCapital, a demora do governo Lula (PT) em promover uma espécie de ‘desbolsonarização’ nas superintendências do Incra é motivo de insatisfação entre movimentos do campo. O ‘alerta amarelo’ foi acionado com o impasse envolvendo a nomeação para o comando da autarquia, no início de março, e vem se intensificando.
A reportagem procurou o Incra e aguarda posicionamento.
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