Política

Após TRF-4 mandar soltar Youssef, juiz da Lava Jato volta a decretar a prisão do doleiro

Eduardo Appio afirma que a Polícia Federal apresentou novos ‘elementos de convicção’ após prender Youssef em Santa Catarina

Após TRF-4 mandar soltar Youssef, juiz da Lava Jato volta a decretar a prisão do doleiro
Após TRF-4 mandar soltar Youssef, juiz da Lava Jato volta a decretar a prisão do doleiro
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABR
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O novo juiz titular da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), Eduardo Appio, decretou novamente, nesta terça-feira 21, a prisão de Alberto Youssef, um dos pivôs da Lava Jato. O doleiro foi preso preventivamente na segunda em Santa Catarina e seria solto nesta tarde por decisão do desembargador Marcelo Malucelli, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Após a decisão do TRF-4, Appio emitiu uma nova ordem de prisão e mencionou haver contra Youssef “uma extensa ficha de vida criminosa, durante a qual obteve êxito em conseguir se desvencilhar dos braços da correção estatal”. Ele citou como exemplos as delações premiadas “que não cumpria” e o desrespeito ao “dever de abstenção de envolvimento com novas práticas delitivas”.

O juiz da Lava Jato também sustenta que a Polícia Federal apresentou novos “elementos de convicção” após prender Youssef na segunda-feira. Há, segundo o magistrado, “seriíssimos indícios” de que o doleiro sonegou a propriedade de prédios em Itapoá, em Santa Catarina.

A decisão tomada por Appio na segunda-feira ocorreu no âmbito de uma representação fiscal com fins penais instaurada pela Receita Federal. Segundo o desembargador Marcelo Malucelli, porém, a ordem seria equivocada por não ter sido motivada por um pedido do Ministério Público Federal ou da Polícia Federal.

“Nesse contexto, revela-se ilegal a decretação da prisão preventiva de ofício”, escreveu Malucelli na liminar. Ele também avaliou que “inexiste circunstância atual e concreta que determine a revogação das medidas decretadas (…) dentre as quais, vigilância eletrônica por tornozeleira nos períodos de recolhimento domiciliar”.

No início da operação, Youssef assinou um acordo de delação premiada. Ele foi preso em março de 2014, na primeira fase da Lava Jato, e condenado pelo então juiz Sergio Moro. Em novembro de 2016, deixou a carceragem da Polícia Federal em Curitiba e passou a cumprir prisão domiciliar.

À época da prisão do doleiro, a PF apurava a existência de uma quadrilha especializada em lavagem de dinheiro. Youssef era apontado como um dos líderes do grupo.

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