Economia
Caixa e BB suspendem empréstimos após redução nos juros do consignado do INSS
O Conselho Nacional de Previdência Social reduziu de 2,14% para 1,70% ao mês a taxa máxima de juros no crédito pessoal
Dois bancos públicos, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, suspenderam a oferta de empréstimo consignado a beneficiários do INSS.
A decisão foi formalizada nesta sexta-feira 17, quatro dias após o Conselho Nacional de Previdência Social aprovar a queda dos juros da modalidade. Outros bancos já suspenderam a concessão.
O CNPS reduziu de 2,14% para 1,70% ao mês a taxa máxima de juros no empréstimo pessoal. O órgão é presidido pelo ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, e composto por representantes do governo federal, dos aposentados e pensionistas, dos trabalhadores em atividade e dos empregadores.
Ao confirmar a suspensão, a Caixa informou que uma retomada na oferta “está condicionada à finalização dos estudos técnicos de viabilidade econômico-financeira e operacional, já em andamento, com vistas a garantir a adequação das concessões aos novos dispositivos normativos”.
O BB divulgou, por sua vez, promover estudos sobre a viabilidade técnica das novas condições. “Tão logo haja novidades sobre a retomada das contratações no âmbito do convênio informaremos”, diz uma nota da instituição.
O empréstimo consignado é um tipo de crédito cujas parcelas são descontadas diretamente no contracheque, no holerite ou no benefício. Ou seja, uma parcela da renda fica comprometida antes mesmo de o dinheiro chegar à conta.
Na quinta-feira 16, Carlos Lupi afirmou a CartaCapital que os bancos têm liberdade, mas não podem cobrar taxas abusivas de aposentados e pensionistas.
“Compare os dados oficiais do Banco Central dos consignados dos funcionários ativos e os dos beneficiários do INSS. A mesma garantia e valores completamente diferentes. Por que para um pode e para o outro não?”, questionou.
Em nota, a Federação Brasileira de Bancos alegou que “os novos tetos têm elevado risco de reduzir a oferta do crédito consignado, levando um público, carente de opções de crédito acessível, a produtos que possuem em sua estrutura taxas mais caras (produtos sem garantias), pois uma parte considerável já está negativada”.
A Febraban reforçou, no entanto, que cada banco “segue sua estratégia comercial de negócio na concessão, ou não, da linha de crédito consignado para beneficiários do INSS”.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Haddad apresenta nova âncora fiscal a Lula nesta sexta e não descarta mudanças
Por CartaCapital
Parlamentares pedem a Haddad o fim do ‘contrabando digital’ via Shein e outras chinesas
Por CartaCapital
Senado aprova debate com Haddad e Campos Neto sobre juros e inflação
Por CartaCapital



