Justiça
PF deflagra operação que mira o governador do Acre
O STJ autorizou o afastamento de 34 servidores do governo do estado e bloqueou R$ 120 milhões em bens
A Polícia Federal (DF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira 9, a terceira fase da Operação Ptolomeu III, que conta com o apoio da Procuradoria-Geral da República (PGR), da Receita Federal e da Controladoria Geral da União (CGU), para desarticular uma suposta organização criminosa envolvida em corrupção e lavagem de dinheiro no Acre.
Segundo a PF, que cumpre 89 mandados de busca e apreensão no Acre, no Amazonas, em Goiás, no Paraná, no Piauí e em Rondônia, o caso envolve a cúpula do governo do Acre. O estado é governado por Gladson Cameli (PPB).
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a indisponibilidade de aproximadamente 120 milhões de reais dos envolvidos, bloqueando contas e promovendo o sequestro de casas, apartamentos de luxo e aeronaves. A decisão do tribunal atinge 15 empresas investigadas.
Além disso, o tribunal determinou a suspensão do exercício das funções de 34 envolvidos, além de proibir que eles acessem os órgãos públicos e tenham contato entre si. Os envolvidos devem, também, entregar os passaportes em até 24h.
A ação é um desdobramento de investigações que começaram em 2021, que tinham como objeto o desvio de dinheiro público, atos de ocultação de origem e destino de valores subtraídos, bem como lavagem de capitais de agentes políticos e empresários do Acre.
Na época, Cameli foi alvo de busca e apreensão. As duas primeiras fases da operação culminaram com o afastamento do secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre, e da coordenadora do gabinete do governador, Rosângela Gama, que foi presa em seguida.
Cameli foi eleito governador do Acre em 2018 e reeleito no ano passado. Até o momento, ele não se pronunciou sobre a operação.
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