Política
Lula apela contra o negacionismo: ‘Tomar vacina é um gesto de responsabilidade’
O presidente recebeu a 5ª dose contra a Covid; o gesto contrasta com a postura adotada por Bolsonaro na pandemia
O presidente Lula (PT) recebeu a quinta dose da vacina contra a Covid-19 nesta segunda-feira 27 e fez um apelo contra o negacionismo. Ele pediu que os brasileiros se vacinem, como um “gesto de responsabilidade”. O imunizante foi aplicado no petista pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
“Você pode não gostar do presidente, mas deve gostar e cuidar da sua família. Por isso, vacinem-se. É um gesto de responsabilidade”, disse Lula.
O gesto contrasta com a postura adotada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia, marcada pelo deboche e pela disseminação de informações falsas sobre os imunizantes.
Lula ainda relembrou que o Brasil já foi referência mundial em vacinação, exaltou os profissionais do Sistema Único de Saúde e disse que tomar as vacinas é um ato importante para “evitar desgraças maiores”.
“Temos que ter consciência de que já fomos campeões mundiais de vacinação. Em 2010, na H1N1, em 3 meses vacinamos 80 milhões de pessoas. E faço um apelo: não acreditem no negacionismo contra vacinas.”
O evento contou com a participação do mascote das campanhas de vacinação no País, Zé Gotinha, que havia sido deixado de lado pelo governo Bolsonaro. A ministra da Saúde, Nísia Trindade, e a primeira-dama Janja também estiveram no ato.
A partir desta segunda, quem faz parte do grupo prioritário tem acesso à vacina bivalente contra o coronavírus.
Conforme a divisão anunciada pela Saúde, a imunização ocorre na fase 1 em pessoas acima de 70 anos, imunocomprometidos, indígenas, ribeirinhos e quilombolas; na fase 2, em pessoas com idade entre 60 anos e 69 anos; na fase 3, em gestantes e puérperas; e na fase 4, em profissionais de saúde.
A bivalente protege contra a cepa original da doença e as subvariantes da Ômicron. No Brasil, duas vacinas bivalentes, ambas produzidas pelo laboratório Pfizer, receberam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para uso emergencial.
Elas são indicadas como dose única de reforço para crianças e adultos, após dois meses da conclusão do esquema vacinal primário, ou como última dose de reforço.
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