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Eduardo Girão retira candidatura à presidência do Senado e se alia a bolsonarista
A votação ocorre na tarde desta quarta-feira 1º
O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) anunciou a retirada de sua candidatura à presidência da Casa, durante discurso em Brasília nesta quarta-feira 1º, em meio à eleição para o cargo. O parlamentar decidiu apoiar Rogério Marinho (PL-RN), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Girão mencionou a “alternância de poder” como justificativa para optar pelo endosso a Marinho, que concorre com Rodrigo Pacheco (PSD-MG), candidato à reeleição. Porém, Girão foi um conhecido defensor do governo de Bolsonaro, sobretudo no decorrer da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a Covid-19.
O ato não foi uma surpresa, porque o próprio senador já sinalizava a possibilidade de abdicar de sua candidatura.
“Fiz a minha parte para viabilizar esta candidatura, mas reconheço que não foi possível. E se tem alguém com mais chances de garantir a alternância de poder, mesmo não defendendo tudo o que eu penso e proponho, porém, que possa trazer a expectativa de mudança de rumo dessa Casa, não tenho nenhum problema em apoiá-lo”, declarou. “Rogério Marinho, meu voto e meu apoio são seus.”
A candidatura de Pacheco é apoiada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio Dino foi um dos ministros de Lula que se licenciaram do cargo para votar em candidatos apoiados pelo Planalto. Em declaração a jornalistas, Dino disse que a candidatura de Marinho “chancela a visão política extremista”.
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