Política

Câmara aprova intervenção federal na Segurança do DF após atos terroristas

O aval ao decreto do presidente Lula (PT) segue para análise dos senadores, em sessão agendada para esta terça 10

Câmara aprova intervenção federal na Segurança do DF após atos terroristas
Câmara aprova intervenção federal na Segurança do DF após atos terroristas
O presidente Lula. Foto: Mauro Pimentel/AFP
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A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta segunda-feira 9, o decreto assinado pelo presidente Lula (PT) para oficializar a intervenção federal na Segurança Pública do Distrito Federal. O texto segue para avaliação dos senadores, em sessão agendada para esta terça 10.

A intervenção, assinada no domingo 8 depois de terroristas bolsonaristas invadirem e depredarem áreas do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal, é válida até 31 de janeiro. O interventor nomeado é Ricardo Garcia Cappelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça.

A Câmara analisou o decreto em sessão remota. Nesta manhã, uma perícia constatou que os equipamentos do plenário estão em bom estado, uma vez que o local não chegou a ser invadido pelos golpistas. Um grupo, porém, conseguiu entrar nas galerias e na tribuna de honra, quebrando um painel de vidro, que caiu no plenário e danificou uma mesa de votação.

A votação simbólica ocorreu após um ato do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que acionou a convocação extraordinária do Congresso durante o prazo necessário para analisar o decreto.

O parecer do deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), escolhido como o relator da análise desta noite, recomendava que os deputados confirmassem a intervenção.

Em seu parecer, ele afirmou que os atos criminosos são incompatíveis com os fundamentos democráticos da Constituição porque incitam a ruptura com a ordem constituída, conclamam a dissolução das instituições democráticas e dos Poderes instituídos e exortam o estabelecimento de um novo governo, alicerçado em bases autoritárias e antidemocráticas.

A intervenção se limita à área de Segurança Pública do DF, a fim de encerrar o “grave comprometimento da ordem pública no Distrito Federal marcado por atos de violência e invasão de prédios públicos”.

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