Justiça

Moraes libera redes sociais de deputados que disseminaram mentiras contra as urnas

O presidente do TSE manteve a exclusão do material e estabeleceu uma multa de 20 mil reais em caso de reincidência

Moraes libera redes sociais de deputados que disseminaram mentiras contra as urnas
Moraes libera redes sociais de deputados que disseminaram mentiras contra as urnas
O ministro Alexandre de Moraes, do STF e do TSE. Foto: Evaristo Sá/AFP
Apoie Siga-nos no

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, autorizou nesta quinta-feira 8 a reativação de perfis em redes sociais de deputados que disseminaram fake news contra o sistema eleitoral.

Foram beneficiados pela decisão os deputados federais Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Major Vitor Hugo (PL-GO) e os deputados eleitos Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO).

No despacho desta quinta, divulgado pela TV Globo, Moraes mantém a exclusão do material fraudulento e estabelece uma multa de 20 mil reais em caso de reincidência.

A multa será aplicada, escreveu o ministro, “na hipótese de reiteração de divulgação dos conteúdos indicados ou de publicação de outras mensagens atentatórias à Justiça Eleitoral e ao Estado Democrático de Direito, a qual poderá, inclusive, ser descontada diretamente dos vencimentos que os Deputados Federais e os eleitos recebam ou venham a receber da Câmara dos Deputados, mediante ofício desta CORTE ao Presidente da Casa Legislativa”.

A decisão de Moraes não contempla as deputadas bolsonaristas Carla Zambelli (PL-SP) e Bia Kicis (PL-DF).

O presidente da Justiça Eleitoral se manifestou no âmbito de um pedido apresentado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), pela “reconsideração das decisões”, devido à “relevância dessa forma de comunicação para o exercício pleno das atribuições do mandato parlamentar”.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo