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7 de Setembro: Bolsonaro joga com chantagem e tenta sentir o pulso de militares, diz cientista político

O ex-capitão ainda tem condições de ‘corroer as instituições por dentro’, avalia Paulo Henrique Cassimiro

7 de Setembro: Bolsonaro joga com chantagem e tenta sentir o pulso de militares, diz cientista político
7 de Setembro: Bolsonaro joga com chantagem e tenta sentir o pulso de militares, diz cientista político
O presidente Jair Bolsonaro. Foto: Silvio Avila/AFP
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O Brasil chega ao 7 de Setembro na esteira de uma “chantagem contínua” praticada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) contra as instituições. Enquanto isso, o ex-capitão tenta “sentir o pulso” das Forças Armadas e da Polícia Militar, a fim de compreender seus limites. A análise é de Paulo Henrique Cassimiro, doutor em ciência política, professor da Uerj e coautor de O populismo reacionário, escrito com Christian Lynch e recém-publicado pela Editora Contracorrente.

“Bolsonaro é o mesmo desde que surgiu como um candidato forte à Presidência”, disse Cassimiro em entrevista ao programa Direto da Redação, no YouTube de CartaCapital. “Ele joga com uma chantagem contínua com as instituições. Ele sabe que não tem condições seguras par dar um golpe de Estado, mas joga com tudo o que tem e uma coisa que atinge a nós, cidadãos que têm compromisso com a democracia: o medo de um golpe ou de um movimento violento de rua por parte da extrema-direita.”

O professor avalia que Bolsonaro poderia até “tentar uma quartelada ou um movimento violento”, embora sem grandes chances de êxito. Ainda assim, o presidente tem condições “de continuar chantageando as instituições e corroendo as instituições por dentro, que é o que ele está fazendo ao longo desses quatro anos”.

“Ele joga com o processo interno de corrosão das instituições, ao mesmo tempo em que mantém a base extremada dele animada com esse discurso truculento, violento e de ameaça, e tenta sentir o pulso das Forças Armadas e da Polícia Militar, para ver até onde pode ir. Ele é um calculador, não é um tresloucado.”

Assista à íntegra da entrevista:

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