CartaExpressa

MPF no Rio cobra ação das Forças Armadas para evitar politização do 7 de Setembro

A Procuradoria solicitou, entre outros pontos, medidas para prevenir a participação de militares em atos político-partidários

MPF no Rio cobra ação das Forças Armadas para evitar politização do 7 de Setembro
MPF no Rio cobra ação das Forças Armadas para evitar politização do 7 de Setembro
Jair Bolsonaro e militares do Exército. Foto: Sergio Lima/AFP
Apoie Siga-nos no

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro questionou as Forças Armadas sobre medidas a serem tomadas para evitar que os eventos oficiais do 7 de Setembro se misturem a atos de campanha eleitoral. Também cobrou detalhes sobre ações para prevenir a participação de militares em mobilizações político-partidárias.

A notificação do MP-RJ não se refere ao presidente Jair Bolsonaro (PL), mas à atuação do Comando Militar do Leste, do 1º Distrito Naval e do 3º Comando Aéreo Regional.

Os militares devem responder, segundo ofício divulgado nesta segunda-feira 5 pela Folha de S.Paulo, o que farão a fim de “prevenir que os seus subordinados eventualmente se engajem em manifestação político-partidária”, além de “garantir que as celebrações oficiais relativas ao bicentenário da independência do Brasil não sejam confundidas com eventuais manifestações político-partidárias realizadas concomitantemente a elas”.

Exército, Marinha e Aeronáutica devem se manifestar ao MP-RJ até a manhã da quarta-feira 7. Ao longo do Dia da Independência, haverá desfiles de navios na orla, show aéreo da Esquadrilha da Fumaça e salvas de tiros.

Enquanto isso, Bolsonaro tenta usar o 7 de Setembro como um dia de campanha e emparedar instituições como o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo