Justiça
Registros de acesso a câmeras que gravaram morte de petista foram apagados, diz perícia
Laudo emitido pela Polícia Científica do Paraná sustenta que, dois dias após o crime, houve uma limpeza nos registros do equipamento
Uma nova perícia anexada à investigação do assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda aponta que dados de registro de acesso às imagens do ocorrido foram apagados, impossibilitando que se saiba quem teve acesso às gravações.
O laudo, emitido pela Polícia Científica do Paraná, sustenta que, dois dias após o crime, houve uma limpeza nos registros do equipamento de gravação das imagens. Essas informações poderiam esclarecer quem teria mostrado as imagens para o policial penal bolsonarista Jorge Guaranho, denunciado pelo assassinato.
Apesar da perda do registro, entretanto, a perícia indicou não haver indícios de alteração nas gravações.
As imagens do circuito de segurança do salão de festas onde acontecia a festa de aniversário de Arruda mostram o início da discussão entre ele e Guaranho. Dentro do salão, uma câmera interna registrou o momento dos disparos contra o petista.
O Ministério Público contrariou a tese apresentada pela Polícia Civil, que descartava motivação política do crime.
A denúncia contra Guaranho foi encaminha a Justiça em julho. O processo agora aguarda a manifestação da defesa do policial penitenciário. Caso descartados os argumentos da defesa, o juiz responsável pelo caso receberá a denúncia, dando início a uma ação penal.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Assassino de tesoureiro do PT já havia sido detido por ofender PMs no Rio de Janeiro
Por CartaCapital
Laudo sobre assassinato de petista aponta 13 tiros e descarta pedrada em carro
Por Estadão Conteúdo


