Política

PEC Eleitoral traz o risco de ampliar a intenção de voto em Bolsonaro, diz líder da oposição

Em entrevista a CartaCapital, Afonso Florence (PT-BA) declarou que a oposição aceitou votar a favor de um ‘crime eleitoral’ para ‘mitigar a miséria’

PEC Eleitoral traz o risco de ampliar a intenção de voto em Bolsonaro, diz líder da oposição
PEC Eleitoral traz o risco de ampliar a intenção de voto em Bolsonaro, diz líder da oposição
O deputado federal Afonso Florence (PT-BA), líder da oposição no Congresso. Foto: Reprodução
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Líder da oposição no Congresso Nacional, o deputado federal Afonso Florence (PT-BA) reconhece que a PEC Eleitoral, aprovada com apoio da esquerda, traz riscos de que o presidente Jair Bolsonaro (PL) suba nas pesquisas.

Em entrevista ao programa Direto da Redação, no canal de CartaCapital no YouTube, Florence classificou como “crime eleitoral” a PEC que amplia benefícios sociais a três meses da eleição, mas disse a oposição votou a favor por “matar a fome do povo”.

“Essa é uma medida inconstitucional. Você pode me perguntar: Mas, deputado, está aceitando uma medida inconstitucional para matar a fome do povo e correndo o risco de melhorar a intenção de voto do Bolsonaro? É exatamente isso”, afirmou o petista.

Florence disse que “vai haver judicialização”, mas admitiu dificuldades para explicar à população que a PEC configura um crime, uma vez que a oposição votou a favor.

“Nós vamos arguir a constitucionalidade dela. Vamos tentar mostrar à população que, pior do que cometer crime eleitoral, durante todo o seu governo executou uma política macroeconômica que aumentou a pobreza”, prosseguiu. “Não vai ser fácil explicar para a população, mas maior do que o nosso resultado eleitoral era o nosso compromisso de tentar mitigar a miséria e a fome.”

A PEC foi promulgada pelo Congresso na quinta-feira 14, com a presença de Bolsonaro.

O texto, que agora se transforma na Emenda Constitucional 123/22, autoriza o presidente da República a desembolsar mais de 41 bilhões de reais em programas sociais neste ano. A proposta foi vista como uma forma de driblar a legislação eleitoral, que em tese impediria a manobra em ano de eleição.

Conforme mostrou CartaCapital, a cúpula petista espera o crescimento de Bolsonaro nas pesquisas com a aprovação da PEC, mas ainda descarta chances de que a medida viabilize a sua vitória.

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