Mundo
Indígenas do Equador negam acusação do presidente de que são financiados pelo tráfico
‘Encurralado pelos números de rejeição a sua gestão e a incapacidade de governar, ele emite acusações falsas e irresponsáveis, agravando a convulsão social e política provocada pelo próprio governo’, rebatem os indígenas
A principal organização indígena do Equador negou neste sábado (9) que o narcotráfico tenha financiado seus recentes protestos contra o governo, como afirmou o presidente conservador Guillermo Lasso após a desativação das manifestações que ele taxa como uma tentativa de golpe.
“Rejeitamos as absurdas acusações de Guillermo Lasso sobre o financiamento de protestos sociais legítimos”, disse a Confederação de Nacionalidades Indígenas (Conaie) em um comunicado sobre as manifestações, que terminaram em 30 de junho com um saldo de seis mortos e mais de 600 feridos, entre agentes e civis.
“Encurralado pelos números de rejeição a sua gestão e a incapacidade de governar, ele emite acusações falsas e irresponsáveis, agravando a convulsão social e política provocada pelo próprio governo”, acrescentou.
A Conaie protestou por quase três semanas contra os altos custos de vida, com o bloqueio de rodovias em todo o país e marchas em várias cidades, como Quito, onde foram mobilizados cerca de 10 mil manifestantes, que protagonizaram confrontos com a força pública.
Lasso disse essa semana ao jornal digital argentino Infobae que os aborígenes, a frente política liderada pelo ex-líder opositor Rafael Correa (2007-2017) e os narcotraficantes se uniram para “fabricar um protesto violento com fins políticos para derrubar um governo legalmente constituído”.
“Esta é uma aliança com o Correismo e um terceiro ator participa dessa aliança, que é aquele que coloca o dinheiro para os protestos, que terão custado cerca de 15 milhões de dólares por 18 dias. Esse ator é o tráfico de drogas no Equador”, declarou.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


