Política

Em parceria com plataformas, TSE lança sistema de alerta de desinformação contra as eleições

Anúncio foi feito pelo ministro Edson Fachin; Ferramenta permite reportar episódios envolvendo a circulação de notícias falsas

Em parceria com plataformas, TSE lança sistema de alerta de desinformação contra as eleições
Em parceria com plataformas, TSE lança sistema de alerta de desinformação contra as eleições
O ministro Edson Fachin. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, anunciou nesta terça-feira o lançamento de um sistema de alerta de desinformação contra as eleições, uma ferramenta que permitirá a qualquer pessoa alertar a Corte sobre episódios envolvendo a circulação de notícias falsas. A medida é fruto de uma parceria do tribunal com Facebook, WhatsApp, Instagram, Telegram, TikTok, Google, Youtube, Twitter, Kwai, Linkedin e Spotify.

Trata-se de um formulário disponível no site do TSE, onde quem quiser fazer a denúncia deve descrever características como o tipo de conteúdo, o local encontrado e se a mensagem tem relação com o sistema eleitoral.

— A partir de agora, qualquer pessoa poderá acessar esse sistema, que já está disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral, e reportar episódios envolvendo a circulação de notícias falsas, portadoras de inverdades sobre o sistema eleitoral brasileiro, que atentem contra a imagem de segurança e integridade do processo de votação e que possam afetar a normalidade do pleito eleitoral — disse.

Segundo o ministro, a medida foi adotada “em prol da contenção de riscos sociais e da preservação da higidez do ambiente comunicacional”. O anúncio foi feito no início da sessão de julgamentos do TSE.

Para Fachin, a propagação de narrativas falsas, “impactam negativamente a estabilidade do panorama democrático”.

O ministro explicou que por meio do sistema de alerta o TSE vai conseguir “receber, analisar e encaminhar, com extremas eficácia e transparência, as denúncias registradas”, na esteira de acordos firmados com as plataformas digitais. A ideia é evitar que as notícias se espalhem e possibilitar a “devida responsabilização, nos casos em que resultem constatadas violações de termos de uso”.

De acordo com Fachin, nas eleições de 2020 a Justiça Eleitoral manteve um canal exclusivo de denúncias de disparo em massa com o WhatsApp que resultou em 5.229 denúncias recebidas e 1.042 contas banidas por envio massivo de mensagens relacionadas às eleições. Em todo o Brasil, o WhatsApp baniu mais de 360 mil contas por envio massivo ou automatizado.

— Enfatizo, por oportuno, o compromisso cívico e o senso de responsabilidade social das plataformas parceiras – Facebook, WhatsApp, Instagram, Telegram, TikTok, Google, Youtube, Twitter, Kwai, Linkedin e Spotify, que no decurso dos últimos meses mantiveram um profícuo diálogo com a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE — afirmou.

Após muita resistência em colaborar com a justiça brasileira, o Telegram mudou de postura em março deste ano, após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinando o seu bloqueio no Brasil. Em maio, o aplicativo fechou uma parceria com o TSE no combate à desinformação.

Segundo o TSE, são exemplos de desinformação contra as eleições “ameaças aos locais de votação ou a outros locais ou eventos importantes”, “informações não verificadas sobre fraude eleitoral, adulteração de votos, contagem de votos ou certificação dos resultados da eleição”, e “veiculação de discurso de de ódio e incitação a violência para atacar a integridade eleitoral e agentes públicos envolvidos no processo”.

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