CartaExpressa
‘A candidatura do Freixo pode estar estreitando a campanha do Lula’, diz dirigente do PT
De acordo com Jilmar Tatto, caso o resultado de uma pesquisa interna mostre desvantagem na aliança, uma mudança de composição não estaria descartada
O secretário nacional de Comunicação do PT, Jilmar Tatto, afirmou nesta quinta-feira 19 ao jornal O Estado de S. Paulo que contratou uma pesquisa para medir o impacto do apoio de Marcelo Freixo (PSB) a Lula (PT) entre os eleitores do Rio de Janeiro. Segundo disse, caso o resultado do levantamento interno seja desfavorável, uma mudança de composição não estaria descartada.
“Estamos muito preocupados com o Rio de Janeiro. Fizemos reunião do GTE (Grupo de Trabalho Eleitoral) ontem (terça-feira, 17). Contratamos uma pesquisa. A candidatura do Freixo pode estar estreitando a campanha do Lula”, disse Tatto ao jornal.
Para ele, caso o resultado do levantamento seja desfavorável, o PT poderia lançar um candidato próprio ou se aproximar de Felipe Santa Cruz, pré-candidato do PSD ao governo do estado.
“A partir daí zera tudo e põe as cartas na mesa e verifica o que é mais viável”, explicou ao jornal.
Vale ressaltar que, apesar da rejeição destacada por Tatto, no momento, Freixo é o único a registrar nas pesquisas eleitorais um desempenho capaz de contrapor Cláudio Castro (PL). O pessebista tem 18% das intenções de voto, ante 25% do bolsonarista, na mais recente pesquisa Quaest no RJ. André Ceciliano (PT), uma das alternativas aventadas para candidatura própria, tem 2%, já Felipe Santa Cruz (PSD), apenas 1%.
Além do risco de ‘estreitamento da candidatura’ destacado por Tatto, ele afirmou ainda que há um receio de que o PSB insista no lançamento de Alessandro Molon ao Senado, o que poderia prejudicar a intenção do PT em ter uma candidatura própria.
Sobre o tema, o presidente do PT no Rio, João Maurício, disse que será encaminhada à direção do PSB uma proposta para que o acordo ao Senado, que teria André Ceciliano como único candidato, seja cumprido.
(Com informações de Estadão Conteúdo)
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
‘Levar Freixo ao 2º turno é eleger mais 4 anos de bolsonarismo’, diz Santa Cruz
Por CartaCapital
‘Acho importante que se tenha apenas um candidato’, diz Freixo sobre impasse entre Molon e Ceciliano
Por Getulio Xavier


