Justiça
Mendonça suspende votação no STF sobre política ambiental para a Amazônia
A ministra Cármen Lúcia considerou que a postura do governo federal é omissa em relação ao combate a crimes ambientais
O ministro André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro (PL) para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, pediu a suspensão do julgamento da chamada “pauta verde”, sobre as políticas ambientais adotadas pelo governo. A solicitação ocorreu nesta quarta-feira 6. Não há data para a retomada da votação.
Ao pedir “vista”, nome dado ao instrumento que permite mais tempo de análise para o juiz sobre o processo, Mendonça argumentou que a proteção do meio ambiente não é apenas responsabilidade da União, e que a conclusão do julgamento também deveria tratar sobre as responsabilidades dos estados.
O STF começou a analisar as ações na semana passada. Os magistrados iniciaram por duas representações.
Uma delas foi movida por sete partidos de oposição (PCdoB, PDT, PSB, PSOL, PT, PV e Rede) e pede a execução efetiva do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia. Já a segunda é de autoria da Rede Sustentabilidade e reivindica o reconhecimento sobre a omissão do governo no combate aos crimes ambientais.
Somente a relatora, Cármen Lúcia, se manifestou até o momento. A magistrada reconheceu como inconstitucionais as medidas tomadas pelo governo federal e entendeu como justificada a intervenção do Judiciário.
Além disso, determinou que o Executivo formule em 60 dias um plano de execução efetivo de combate a crimes ambientais e de diminuição do desmatamento ilegal em terras indígenas e em unidades de conservação.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



