Frente Ampla
A Petrobras e sua função social serão temas centrais nos debates deste ano
Caberá à população brasileira comparar dois modelos de gestão e ver qual é mais benéfico para ela
No dia 10 de março, quinta-feira da semana passada, a população brasileira foi pega de surpresa com aumento recorde nos preços da gasolina, do gás de cozinha e do diesel. O impacto na economia atingirá a produção, inflação e empregos.
O governo de Jair Bolsonaro tentou justificar que o aumento é em decorrência da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. No entanto, não é esta toda a verdade. O reajuste absurdo é fruto de uma política de desmonte da Petrobras iniciada em 2016, após o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff.
Os governos do PT tiveram a coragem de nomear presidentes da estatal comprometidos com aquele que deve ser o principal beneficiário da empresa: o povo brasileiro. A empresa tinha uma política de preços de combustíveis que beneficiava o consumidor tanto na bomba quanto no preço final de quase tudo que é consumido no País.
Bolsonaro deu continuidade à política iniciada por Michel Temer após o golpe que, sob o pretexto de “despolitizar e limpar” a Petrobras, iniciou um processo de privatização e mudança na política de preços que visavam apenas os lucros dos acionistas.
Desde então, a conta tem chegado bem salgada: nos últimos 4 anos, o preço do diesel – o combustível que movimenta o Brasil –, subiu 69,1%. A gasolina aumentou 56,5% e o gás de cozinha, 47,8%. A inflação do mesmo período foi de “apenas” 21,86%.
Chega a ser irônica a circulação nas redes sociais de um panfleto da campanha de 2018 de Bolsonaro, em que ele prometia gás de cozinha a 35 reais e gasolina a 2,50. Passaram-se quase 4 anos e a gasolina está beirando aos 10 reais em alguns lugares.
O PT tem denunciado insistentemente essa política patrocinada por Bolsonaro, que tem prejudicado em especial as pessoas mais pobres. As bancadas do partido no Congresso Nacional, bem como sua base social, estão na linha de frente na defesa desse patrimônio de nossa sociedade.
A Petrobras e sua função social serão temas centrais nos debates deste ano. Caberá à população brasileira comparar dois modelos de gestão e ver qual é mais benéfico para ela. Sem medo e com esperança de que as coisas possam voltar a ficar boas novamente.
A opinião de colunistas e articulistas não representa, necessariamente, a opinião de CartaCapital.
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