CartaExpressa

No 8 de março, Aras diz que mulheres têm o prazer de escolher a cor da unha e sapato

O procurador está em seu segundo mandato frente à PGR, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro

No 8 de março, Aras diz que mulheres têm o prazer de escolher a cor da unha e sapato
No 8 de março, Aras diz que mulheres têm o prazer de escolher a cor da unha e sapato
O procurador-geral da República, Augusto Aras. Foto: Evaristo Sá/AFP
Apoie Siga-nos no

O procurador geral da República, Augusto Aras, afirmou durante um evento em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres que elas têm “o prazer de escolher o tom das unhas” e “o sapato” que vão calçar.

“Esse dia é um dia de homenagem à mãe, às filhas. É um dia de homenagem à mulher. À mulher no seu sentido mais profundo, da sua individualidade, da sua intimidade. À mulher que tem o prazer de escolher a cor da unha que vai pintar. À mulher que tem o prazer de escolher o sapato que vai calçar”, disse o procurador durante seminário promovido pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). “Pouco me importa que tipo de escolha ela faça, porque essas maravilhosas mulheres que integram as nossas vidas e as nossas instituições são tão dedicadas a todas as causas em que se envolvem”.

Aras está em seu segundo mandato frente à PGR, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro que, na data, assinou decreto a favor da entrega de absorventes íntimos e itens de higiene às mulheres, embora no ano passado tenha vetado os principais artigos de uma lei que previa a formatação de um programa com entrega dos itens para estudantes de baixa renda, pessoas em situação de rua, e ainda sob cárcere ou medida socioeducativa.

Após a repercussão das declarações, o procurador se manifestou e disse ter sido mal compreendido. “Estou sendo mal compreendido (…) De forma alguma quis diminuir o papel que a mulher sempre teve em nossa sociedade, apenas destaquei que é possível buscar qualquer posição, até o mais alto posto da República, sem abrir mão da sua feminilidade”.

“Se alguma mulher se sentiu ofendida ou desprestigiada, repito que não houve qualquer intenção de diminuir o papel da mulher e a importância dessas lutas (…) Sou implacável contra o preconceito”, acrescentou Aras.

 

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo