Mundo
FMI alerta que intensificação do conflito na Ucrânia teria graves consequências econômicas
O aumento dos preços da energia e das commodities em geral se une à alta inflacionária que o mundo já vivia ao final da pandemia de Covid-19
O FMI advertiu que os já graves impactos econômicos globais da guerra na Ucrânia provocada pela invasão russa seriam “ainda mais devastadores” em caso de intensificação do conflito.
“Embora a situação continue sendo muito fluida e as perspectivas estejam sujeitas a uma incerteza extraordinária, as consequências econômicas já são muito grave”, afirmou o Fundo Monetário Internacional em um comunicado divulgado após uma reunião de seu conselho executivo na sexta-feira.
Se o conflito se tornar mais intenso, os danos econômicos serão ainda mais devastadores, destacou a instituição.
O aumento dos preços da energia e das commodities em geral, com o barril de petróleo negociado a quase 120 dólares, se une à alta inflacionária que o mundo já vivia ao final da pandemia de Covid-19.
“O salto dos preços terá efeitos em todo o mundo, em particular nas famílias de baixa renda para as quais as despesas com alimentação e energia representam uma proporção maior de seu orçamento do que a média”, afirmou o Fundo.
No que diz respeito à Ucrânia, “já está claro” que o país teria que enfrentar custos “significativos” relacionados com a recuperação da economia e a reconstrução de prédios e instalações totalmente destruídos ou danificados.
Segundo o FMI, a ajuda financeira emergencial solicitada pela Ucrânia, e que a instituição havia anunciado em 25 de fevereiro, alcançava 1,4 bilhão de dólares.
O pedido pode ser formalmente apresentado à direção do FMI a partir da próxima semana.
Os países que têm relações estreitas com a Ucrânia e a Rússia estão “particularmente em risco de escassez e problemas de abastecimento”, destaca o FMI.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


