Saúde
Distrito Federal antecipa data e volta a flexibilizar uso de máscaras ao ar livre
Medida havia sido revogada com o avanço da Ômicron; veja o cenário em outras capitais
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou que o uso de máscaras deixa de ser obrigatório em espaços abertos a partir desta sexta-feira. A decisão, revogada em janeiro com o avanço da variante Ômicron, foi publicada no Diário Oficial do DF.
A medida se estende a shows ao ar livre e a eventos esportivos a partir de segunda-feira. A liberação para ambientes abertos também seria nessa data, mas Ibaneis decidiu antecipar diante de uma revisão de dados.
— As máscaras são comprovadamente eficazes, relativamente baratas, de fácil acesso e que não têm impacto na realização das atividades econômicas. Então, é algo que não tem urgência em ser retirada, principalmente agora, depois do Carnaval, que a gente espera aumento de casos (de Covid-19) — afirma a infectologista Ana Helena Germoglio.
Não é a primeira vez que o DF adota essa flexibilização. O uso de proteção facial ao ar livre se tornou facultativo em novembro, mas o governo voltou atrás dois meses depois.
— Mesmo sendo um ambiente aberto, não completamente é isento de riscos. O que se precisa ver é a quantidade de pessoas ao redor — continua a médica.
Belo Horizonte (BH), Cuiabá (MT), São Luís (MA) também já liberaram máscaras em espaços ao ar livre. Já em Florianópolis (SC) e em Porto Alegre (RS), a medida vale para menores de 12 anos. Goiânia (GO) e São Paulo (SP) devem tomar as decisões nos próximos dias.
Máscaras seguem obrigatórias no DF em ambientes fechados, como transporte público coletivo, comércio, industriais e áreas de uso comum de prédios e de condomínios. Ao todo, 2.476.118 pessoas receberam a primeira dose e 2.216.012, a segunda, mostram dados do consórcio de imprensa do qual O GLOBO faz parte.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
As sequelas causadas pela Covid-19 desafiam os sistemas de saúde e os trabalhadores
Por Fabíola Mendonça
Bolsonaro diz que Queiroga estuda mudar para ‘endemia’ o status da Covid-19 no País
Por CartaCapital



