Justiça

STF forma maioria para rejeitar denúncia contra Lira por corrupção

O presidente da Câmara foi denunciado pela PGR em 2019 pelo suposto recebimento de propina de 1,6 milhão de reais da Queiroz Galvão

STF forma maioria para rejeitar denúncia contra Lira por corrupção
STF forma maioria para rejeitar denúncia contra Lira por corrupção
O presidente da Câmara, Arthur Lira. Foto: SERGIO LIMA/AFP
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O Supremo Tribunal Federal formou maioria, nesta quinta-feira 10, para rejeitar uma denúncia da Procurador-Geral da República contra o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), no âmbito da Lava Jato.

Até as 14h, o placar no plenário virtual era de sete votos a zero pelo não conhecimento da denúncia. O relator do caso, Edson Fachin, já foi seguido pelos ministros Gilmar Mendes, Rosa Weber, Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Cármen Lúcia.

Lira foi denunciado pela PGR em 2019 por corrupção passiva devido ao suposto recebimento de propina de 1,6 milhão de reais da Queiroz Galvão. Em 2020, no entanto, a procuradoria mudou de posição e pediu a rejeição da própria acusação.

Fachin destacou que há insuficiência de elementos mínimos para dar justa causa à denúncia quanto ao crime de corrupção.

Segundo o ministro, “para além da palavra de colaboradores, os elementos circunstanciais mencionados pela Procuradoria-Geral da República não vinculam diretamente o parlamentar federal”.

“Embora não se possa negar a ascensão e proeminência do acusado Arthur César Pereira de Lira nos assuntos partidários da agremiação à qual se encontra filiado, a pretensão ministerial de relacionar a posição de líder ao pagamento indevido implementado, à míngua de qualquer outra circunstância que robusteça essa hipótese acusatória, reforça a conclusão pela inexistência de justa causa em relação ao parlamentar federal, ante a fragilidade dessa ilação”, argumentou o relator.

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