Política
Marina diz que Lula é passado, Bolsonaro é desastre e Moro não rompe com o atraso
Ex-ministra alega que nenhuma opção mostrou compromissos necessários para o futuro do País
A ex-ministra Marina Silva, candidata à Presidência em três ocasiões, afirmou que nenhuma opção que se lançou até o momento se mostrou pronta comandar o Brasil a partir de 2022. Em entrevista ao jornal O Globo desta terça-feira 7, a ex-ministra do Meio Ambiente disse que os atuais pré-candidatos não trataram de ‘questões estratégicas’ para o futuro do País e, enquanto seguirem assim, não seriam boas alternativas.
Para ela, portanto, nenhuma das quatro candidaturas com mais intenções de votos nas pesquisas eleitorais estariam preparadas para assumir a Presidência em 2022. Lula (PT), segundo ela, seria uma ‘volta ao passado’; Jair Bolsonaro (PL) é um ‘desastre’; Ciro Gomes (PDT) escolheu um caminho da ‘violência política’ que reduziu suas chances; e Sergio Moro (Podemos) não teria atributos para ‘romper o atual pacto político’.
“O esforço de ter uma alternativa tem que ser qualificado. O retorno ao passado ou ficar refém desse presente desastrado, desastroso, não são alternativas. É preciso que se pense um novo pacto político”, defendeu em referência a Lula e Bolsonaro. “O Brasil não pode continuar refém dos que vão pelo caminho de tudo quanto é benesse, do jeitinho. E, principalmente, do Centrão”, acrescentou.
Sobre Ciro, ela diz que o pedetista tem feito um esforço para apresentar propostas, mas que, a estratégia do marqueteiro João Santana o colocou em um caminho de ‘violência política’ que não permite ‘construir nada’.
“O Ciro tem feito um esforço de debater propostas, não só fazendo disputa política em si. Agora, a violência política, que é uma das estratégias mestras do João Santana, não é base de construção de absolutamente nada. Dificilmente, alguém conseguirá ser mais violento do que o Bolsonaro, talvez eles consigam empatar. A forma como a gente ganha determina a forma como governa”, avaliou.
Questionada sobre Moro ser ou não uma alternativa, Marina defendeu que não:
“Não vejo o Sergio Moro como alguém que possa romper com esse pacto político do que há de mais atrasado no país”.
Ainda na entrevista, indicou que não será candidata em 2022, mas que pretende participar do debate de um projeto político. Segundo disse, pela sua experiência, estaria preparada para indicar a melhor alternativa na corrida eleitoral.
“Eu já dei uma contribuição, já fui candidata por três vezes. Eu me sinto muito tranquila para participar do debate e identificar qual é a melhor alternativa”, disse.
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